segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Autoconfiança

Ao ler e analisar um livro sobre treino de jovens vi um artigo que acho de grande importância para o nosso futuro como técnicos de Desporto e com uma grande ligação à matéria abordada nas aulas de Rigg.

A autoconfiança é uma das competências psicológicas mais importantes num atleta. Não basta saber fazer algo bem feito, é necessário ter confiança em si próprio, nos momentos mais importantes, para usar, como eficiência, o que treinou.
Pode pensar-se que o monitor ou o treinador têm pouco a ver com esta competência. Pode pensar-se que é uma capacidade que se tem ou não e que devemos esperar que ela se forme espontaneamente.
Não é assim. Quem orienta o jovem deve procurar, sistematicamente, reforçar o que ele faz bem. Deve procurar que ele tenha orgulho nas competências que vai conseguindo dominar. Isto é muito mais importante do que, apenas, referenciar e tentar corrigir todos os erros que se descobre para avançar no sentido da perfeição.
Julgamos poder partir duma regra muito simples: de cada vez que se procurar corrigir um erro devemos anteceder a referência do erro por uma referência às competências já conquistadas.
Devemos igualmente desenvolver no atleta a capacidade de relembrar (visualizar), nos momentos de maior tensão, as imagens que tem memorizadas dos momentos competitivos de maior sucesso.


ADELINO, Jorge; VIEIRA, Jorge; COELHO, Olímpio. – Treino de Jovens – O que todos precisam de saber! , Centro de Estudos e Formação Desportiva, 3º ed, 2000

Ana Rita Jesus

domingo, 31 de Janeiro de 2010

Mais anúncios televisivos

Bons dias, boas tardes ou boas noites, caros colegas e professora, dependendo da hora do dia em que estejam a ler isto.

Venho só aqui deixar um exemplo de duas outras campanhas publicitárias parecidas com a da Adidas, falada na aula. Uma inspiração que me deu ao responder às perguntas de avaliação xD

Aqui ficam:




A campanha chama-se "Rising" e é da marca Pepsi. Para quem se dá menos bem com o inglês, aqui vai a tradução:

Professora: "Sê realista. Pára de sonhar!"
Adolescente: "Não te oiço!"

(barafunda no restaurante)
Adolescente: "Não te oiço!"

Pai: "Esquece, filho! Nunca hás-de conseguir!"
Adolescente: "Não te oiço!" (E esta? Aposto que não estavam à espera...)

Patrão: "Bem vindo à equipa!"
Adolescente: (adivinhem lá...)

(sobe ao palco)
Adolescente: "O André Pedro merece 20 a RIGG!" (e o público concorda!)

(slogan) Eu consigo.


A mensagem é a mesma que a dos anúncios da Adidas da campanha "Impossible is Nothing". Tem a haver com não deixarmos de lutar pelos nossos sonhos só porque nos surgem adversidades pela frente.

Outra campanha, esta elaborada pela Nike, tem mais a haver com desporto. A campanha denomina-se "Take it to the next level" e o anúncio televisivo segue em baixo:



Felicidades e bom estudo ;)
André Pedro

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

As prometidas notas tecnologias ao servico das equipas de arbitragem de Futebol

Quando Michel Platini, assumiu o cargo de Presidente da UEFA, criou-se alguma expectativa, em torno deste vulto do Futebol Mundial, visto este ter feito algumas promessas de que o Futebol Europeu com ele na Presidência iria ser alvo de uma profunda remodelação.Que não mais haveria clubes ricos e clubes pobres todos iriam ser tratados de igual forma.Disse ainda que não iria ser permissivo com os clubes “batoteiros” criando de imediato um problema com o Futebol Clube do Porto, proferindo algumas insinuações que depois não conseguiu provar.Michel Platini começou mal desta feita o seu mandato na UEFA.Michel Platini prometeu que os modelos competitivos da Champions League e da Taça UEFA, - hoje Liga Europa – estava desajustado com a realidade do Futebol Europeu. Que iria promover o novo regime competitivo, pois não seria justo que países como a Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França possam jogar com três ou quatro equipas na Champions League enquanto outros países entram apenas com o respectivo Campeão Nacional e outros ainda mesmo sendo Campeões Nacionais tem de disputar pré-eliminatórias que possam dar acesso à Champions League. Depreendia-se das suas palavras que iria dar ao Futebol um aspecto mais Democrático. No entanto, não conseguiu passar das palavras aos actos, visto que quem manda na UEFA, são os grandes Clubes Europeus e as grandes empresas a eles ligadas, que não estão dispostas a perder as volumosas receitas provenientes dos grandes jogos, só para dar um aspecto mais democrático ao Futebol. Não nos devemos admirar se dentro de alguns anos a UEFA, vier a dividir os clubes nela filiados em escalões de 1ª e 2ª. Divisões.O Presidente Platini, prometeu ainda que no sentido de acabar com os casos mais polémicos no Futebol as equipas de arbitragem iriam ser auxiliadas por meios Tecnológicos que os pudessem ajudar a ajuizar com maior rigor de modo a dar maior dignidade ao Espectáculo Futebol. A exemplo de outras modalidades desportivas, Atletismo, Hóquei em Campo e Rugby, que dispõem há muitos anos desses meios.O Senhor Platini, não só não cumpriu com essa promessa como ainda impôs mais uma aberração na Liga Europa a figura dos juízes de baliza. Não entendi ainda a função destes “figurões” no jogo.Será para ver quando a bola ultrapassa a linha de fundo? Será a linha de golo? Se era essa a ideia, não o estão a fazer com competência. Em meu entender estes dois juízes de baliza e o 4º árbitro - o que levanta as placas de substituição e chateiam os elementos dos respectivos bancos – apenas servem para sorver o dinheiro dos que pagam o Futebol.Há dias aquando da passagem pela Ilha da Madeira em mais uma “missão de serviço” Platini quando interpelado pelos jornalistas ali presentes, a propósito de quando era posto à disposição da arbitragem os prometidos meios tecnológicos, este respondeu “são precisos mais olhos”.Pois é Senhor Platini mudam-se os tempos e mudam-se as vontades e o Senhor e muito pequeno no meio dos “tubarões do futebol”Há muito tempo que o futebol como elemento aglutinador de massas é o maior Espectáculo Desportivo não tem no entanto estado a par dos ajustamentos que tem sido feitos noutras modalidades desportivas.Penso que alguma coisa podia ser modificada tendo em vista acabar com aqueles que vivem do futebol e que durante o jogo apenas tentam ganhar não jogando.No sentido de não haver tantos tempos “mortos” no jogo ou antes perdas propositadas no jogo deixo algumas considerações que podem melhorar o tempo de jogo.1. – Nos lançamentos de linha lateral o jogador que o vai executar tinha seis segundos para o fazer, se não o fizesse a sua equipa perdia a posse de bola para a equipa adversária2. - O Guarda-redes ao repor a bola em jogo aquando do pontapé de baliza, teria de o fazer em seis segundos, caso não o fizesse a sua equipa era punida com um livre indirecto dentro da área, no local onde a bola tinha saído.3. - Quando os Guarda–redes simulam lesões na intenção apenas de queimar tempo, sabendo que não pode ser substituído. Seria mesmo substituído por um seu colega G.R., podendo depois entrar se estivesse em condições físicas para o fazer, e se o seu treinador assim o entendesse.Poderão chamar-me lírico, mas quem gosta de futebol, não deve ser tolerante com as equipas que jogam apenas para o “pontinho”, a troco de expedientes que em nada beneficiam o Espectáculo Futebol.Na passada semana um Grupo de Cidadãos Liderado por um iminente jornalista e comentador desportivo, acompanhado pelo Presidente da Federação Portuguesa de Futebol e dos dois Presidentes dos maiores clubes de Lisboa e de alguns jogadores profissionais de futebol entregaram ao Presidente da Assembleia da República, uma petição assinada por milhares de cidadãos amantes do futebol e da Verdade Desportiva, para que este Órgão de Soberania Nacional leve este problema ao debate na Assembleia da República.Esta iniciativa e outras que visem a melhoria do Futebol são sempre Louváveis. Contudo parece-me que em matéria de Desporto e no caso concreto do Futebol, o Estado nada pode fazer. O Futebol tem regras que só a UEFA ou a FIFA, podem modificar, pelo que este assunto devia ser exposto pelo Presidente da Federação Portuguesa de Futebol e nunca pelo Estado Português.Enquanto não houver uma Concertação Mundial com vista a mudar as atitudes de alguns dirigentes do Futebol, este dificilmente conseguirá emergir do pântano onde se encontra atolado.
João Chagas

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Ao acompanhar a actualidade, deparei-me com a seguinte situação:
Muito se houve falar do impacto pós-catastrofe no Haiti, muitos sao aqueles que se preocupam, e também com razão com questões financeiras, e tudo o que dai acarreta o dinheiro.
Mas...sim, existem outros factores, que devem ser alvo de apreciação das ONG's e de todos os mecanismos no terreno. As crianças.
Um psicólogo conhecido do panorama televisivo, referiu em declarações a uma cadeia televisiva que no dia em que as crianças tiveram foz para decidir, o mundo mudará.
Então do que estão a espera, as entidades que "ouvem o interesse da criança", para ajudar as milhares que ficaram possivelmente órfãs, já que elas nao podem tomar decisões
Os mecanismo são accionados, sem interesse qualquer da criança. Não se sabe se tem pais ou não, interessa e dar-lhes um futuro digno. Será assim tao importante, tirarem as crianças daquele cenário de conflito, sem se preocuparem de pessoas que possam ser precisas ao seu desenvolvimento?
Lanço aqui uma questão a toda a blogesfera..Será uma atitude correcta, avançar com uma adopçao precoce? (no fundo trata-se de um dilema, matéria abordada na uc RIGG)

Tiago Baptista

A Corrupção no Desporto

Muitos têm sido os casos de corrupção que tem surgido ao longo dos tempos.
Existem diversas formas de corrupção desportiva, mas principalmente esta divide-se em duas grandes áreas:

• Corrupção ao nível dos resultados desportivos, manifestando-se esta sob a forma de suborno dos intervenientes directos, por exemplo: árbitros, atletas, treinadores etc…
• Corrupção extra-competições, manifestando-se esta sob a forma de subornos aos intervenientes indirectos do fenómeno desportivo, normalmente estes desempenham cargos directivos, são agentes de jogadores, desempenham cargos em comissões que avaliam desempenhos, julgam disciplinarmente os atletas ou tem poder de voto em determinadas organizações etc….

Entre os desportos e organizações onde os casos de corrupção se têm manifestado com maior frequência destacam-se claramente as modalidades como o futebol, o boxe, as corridas de cavalos, o basebol e o ciclismo.

Penso que o problema da corrupção nunca irá terminar, pois o desporto envolve muito dinheiro e poder, mas poderá ser minimizado caso exista uma “regulamentação forte” e uma formação ética dos agentes que directa ou indirectamente vivem do desporto.
É importante perceber por parte de todos os intervenientes no fenómeno desportivo que a corrupção só leva há perda de credibilidade do próprio desporto…assim sendo “passará a estar em jogo” o futuro e sobrevivência do mesmo.

Como exemplo, na acutalidade, temos as escutas do "Apito Dourado", um exemplo onde se mostra de uma maneira incrível a manipulação que se pode fazer neste mundo que é o desporto.


Escutas - Apito Dourado


Bruno Pedro

O impacto Psicológico das Lesões no Desporto

Em Portugal, o número de atletas registados no sistema desportivo federado atingiu, no final de 2004, um valor superior a 400 mil, o que se traduz num aumento na ordem dos 50 %, ocorrido entre 1996 e 2004. Neste período, ocorreu um crescimento anual na ordem dos 17 mil atletas, num universo de 69 modalidades cujas federações possuem o Estatuto de Utilidade Pública Desportiva contratualizado com o Estado (IDP, 2005). No entanto, associada à prática de actividade física e desporto está inerente a ocorrência de lesões desportivas, e tendo em conta que todos nós somos seres bio-psico-sociais, essas mesmas lesões afectam o atleta tanto na sua dimensão biológica, como psicológica e social. Portanto, estas para além de reduzirem a moral do atleta, diminuem a sua performance e podem mesmo determinar o abandono precoce de uma carreira desportiva, apresentando também custos económicos.

A profissão de atleta é física e psicologicamente exigente, sendo que o impacto das lesões desportivas ultrapassa claramente a saúde física do mesmo, afectando o seu bem-estar psicológico, do qual resultam sentimentos de ansiedade, medo, depressão, frustração, impaciência e a não adesão ao plano de tratamento. É importante a consciencialização de que o impacto destas lesões para além dos danos de ordem física tem repercussões psicológicas, que muitas vezes são negligenciadas e colocadas em segundo plano. Estas tornam-se, portanto, uma grande preocupação, não só para os atletas, mas também para as suas famílias, treinadores, managers e patrocinadores.

As reacções psicológicas mais severas podem ter um impacto mais grave na vida do atleta que as próprias limitações físicas da lesão, sendo que por sua vez os factores psicologicos podem contribuir para o aparecimento de novas lesões, instalando-se portanto, um ciclo vicioso, em que a lesão afecta psicologica e emocionalmente o atleta e que por sua vez predispoe-no ao agravamento da situação fisica ou á acorrencia de novas lesões. Um dos factores psicologicos mais relacionados com o aparecimento de lesões desportivas é o stress. Os atletas com maiores níveis de stress, com baixa auto-estima, pessimistas ou com elevados níveis de ansiedade sofrem lesões desportivas ou demoram mais tempo na recuperação destas.

Por outras palavras, o bem-estar emocional é afectado pelo trauma psicológico, depressão, ansiedade, sentimento de perda e ameaça à performance no futuro, sendo que a nível social as repercussões da lesão são ao nível da perda do papel social, afastamento de amigos e colegas da equipa, novos relacionamentos com o departamento médico e a necessidade da dependência de terceiros. O auto conceito também fica afectado na medida em que o atleta tem a sensação de perda de controlo, alteração da auto-imagem, sente que as metas que tinha estabelecido para o futuro estão ameaçadas, bem como, a ameaça da perda da posição da equipa (caso pratique desporto colectivo).

O modelo apresentado designa-se “modelo de stress e lesões” e estabelece uma relação entre os factores psicológicos e as lesões desportivas. Sendo que este também evidência os factores propícios à ocorrência de uma nova lesão.

Portanto, é essencial ter em consideração as necessidades de cada atleta e o facto de cada um de nós ser dotado de uma componente psicológica, biológica e social, que se modela consoante as vivencias e experiencias de cada um. Logo, a nível desportivo é de todo relevante estar atento ao impacto psicológico que cada lesão têm sob o atleta e não apenas nos danos físicos por ela causados, intervindo de modo a motiva-lo no seu processo de recuperação.

João Martins

terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Violência no futebol

Mais uma noticia que mancha o desporto,

Murros e empurrões cancelam conferência
SÁ PINTO E LIEDSON CHEGARAM A VIAS DE FACTO NO BALNEÁRIO



Liedson e Sá Pinto desentenderam-se violentamente no final do encontro, já em pleno balneário do Estádio José Alvalade. Na base da discussão, ocorrida na presença de todos os jogadores, esteve o erro de Rui Patrício que resultou no segundo golo do Mafra e, embora ninguém assuma que avançado e diretor de futebol chegaram a vias de facto, é certo que existiram empurrões e alguns murros pelo meio.

Diversos jogadores tentaram separar os dois contendores, mas o ambiente só serenou quando o luso-brasileiro foi retirado do balneário, argumentando que, a partir de ontem, dificilmente conseguirão conviver no mesmo espaço. "É ele ou eu!", foi a ideia deixada pelo goleador.

Carvalhal assistiu à cena incrédulo e impotente. Um problema para o técnico, que poderá ver-se privado do concurso de Liedson. O dianteiro de 32 anos está sob a alçada disciplinar do clube e poderá ser alvo de um pesado castigo. A discussão começou ainda no banco de suplentes, com o diretor-desportivo a criticar o erro do guarda-redes e Liedson a sair em sua defesa. A troca de argumentos alastrou ao balneário e foi subindo de tom até ao contacto físico.

Como se não bastasse a violência entre jogadores e dirigentes de clubes rivais, bem como a violência das suas claques, agora temos a violência no seio dos clubes neste caso entre um dirigente e um atleta.

Será que já não há ética, nem profissionalismo, nem respeito pelo outro como individuo? Ou será que estamos a evoluir o desporto para tudo menos o espectáculo desportivo?

Deixo-vos estas perguntas para reflexão


Tiago Costa